Livros
A ARTICULAÇÃO POLÍTICA DO GRUPO CONEXÃO G DE CIDADANIA LGBT DE FAVELAS EM COMBATE AO RACISMO E LGBTFOBIA EM TERRITÓRIOS NEGROS NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Luísa Vanessa Carneiro da Costa e Adalberto Davi Cruz Moitinho Dourado
2024
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O trabalho analisa a atuação do Grupo Conexão G de Cidadania LGBT de Favelas, situado no Complexo da Maré, na defesa dos direitos da população LGBTI negra de favelas e periferias. A pesquisa adota uma perspectiva interseccional de raça, classe, gênero e sexualidade. Metodologicamente, fundamenta-se no método dialético e em abordagem qualitativa, com pesquisas exploratória, descritiva e bibliográfica. Conclui que a articulação política do grupo amplia espaços éticos e produz novas formas de resistência frente à precariedade.
Artigos
The concrete experiences of the subject of social injustice: engendering collective resistance, empowerment and knowledge
Bethânia Assy
2023
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O artigo apresenta um rascunho preliminar do livro ainda em desenvolvimento, por Rafael Rolo, com a colaboração de Allan Hillani e a ser publicado pela Routledge, vinculado ao projeto Esferas da Cidadania. Ademais, o ensaio de Bethania Assy propõe uma abordagem teórica da injustiça social que parte das experiências concretas de sujeitos marginalizados, em vez de modelos abstratos de justiça.
Benjamin and Brazil, a Final Interpretation: Forum on the Actuality of Benjamin?s `Critique of Violence? at Its Centenary, Part VI
Bethânia Assy e Rafael Rolo
2023
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jamin a partir da realidade brasileira e da luta contra o fascismo contemporâneo, reinterpretando o conceito de violência divina de forma imanente, relacionando-o aos movimentos urbanos.
Do Tribunal à favela: a retificação do registro civil de pessoas trans e travestis nos territórios de favela do Rio de Janeiro
Luísa Vanessa Carneiro da Costa e Adalberto Davi Cruz Moitinho Dourado
2026
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A pesquisa analisa, a partir de uma perspectiva empírica e crítica, os efeitos da retificação do prenome e gênero de pessoas trans e travestis residentes em favelas do Rio de Janeiro, investigando como esse direito, reconhecido pelo STF em 2018, se concretiza em territórios marcados pela precariedade e pela marginalização. O trabalho problematiza ainda como o sistema de Justiça pode reproduzir desigualdades cisheteronormativas, propondo uma gramática jurídica centrada no protagonismo e nas experiências das pessoas trans e travestis.
Teses e dissertações
Entre experiências e atravessamentos produzidos com o Grupo Conexão G de Cidadania LGBT de Favelas
Luísa Vanessa Carneiro da Costa
2025
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A presente pesquisa se inicia a partir dos caminhos propostos pelo Conexão G de Cidadania LGBTI de Favelas, onde construo, junto ao Observatório de Violências LGBTI+ de Favelas, uma cartografia enquanto compromisso para construir pesquisa em coletivo, que busca acompanhar a construção de uma nova produção epistemológica baseada nas experiências vivenciadas em territórios existenciais. Nesse fluxo de realização da pesquisa cartográfica, os universos exploratórios são propiciados pelo Grupo Conexão G de Cidadania LGBTI de Favelas e pelo Observatório de Violências LGBTI+ de Favelas, sediados na Maré, que me possibilitam expandir para outros territórios, permitindo-me, assim, acompanhar e ser acompanhada nesse percurso. Em meio às conexões que entrelaçam esse caminho, o objetivo geral que abriga os diálogos aqui construídos é: Acompanhar o protagonismo dos(as) sujeitos(as) da injustiça social, a partir das estratégias e mobilizações de luta e resistência, com foco no Observatório de Violências LGBTI+ de Favelas, e perceber como essas experiências contribuem para uma nova produção epistemológica sobre os processos vivenciados em territórios existenciais. Os objetivos específicos, harmonicamente ligados, a fim de contemplar o que pretendo com o objetivo geral são: Refletir sobre como se reconstitui o(a) sujeito(a) concreto da injustiça social, desde um lugar de violência à constituição epistemológica por meio do Observatório de Violências LGBTI+ de Favelas; Observar como os movimentos de produção de epistemologias construídas com sujeitos(as) do Observatório de Violências LGBTI+ de Favelas ressignificam processos de deslegitimação e desqualificação individual e coletiva, a partir das nuances de gênero, sexualidade, raça, classe e território; Potencializar o acompanhamento de processos de luta e resistência produzidos com o Observatório de Violências LGBTI+ de Favelas, a partir das experiências cotidianas de injustiça social e suas enunciações sobre a produção de dados sociais. As singularidades das histórias de vida em que estou implicada me permitem ativar o sensível do meu corpo vibrátil, por isso utilizo ferramentas metodológicas que buscam romper com estruturas acadêmicas elitistas e hegemônicas e ancoram-se no método da cartografia, concebido como um fazer-saber em movimento, orientado por uma postura ética, política e sensível diante do campo e dos(as) sujeitos(as). Inspirada em Paulo Freire, Judith Butler, Sueli Carneiro, Bethania Assy, Jaqueline Gomes de Jesus, Eduardo Passos, e outras(os) inspirações intelectuais, a pesquisa reivindica o valor do saber comunitário e dos territórios existenciais das Favelas e periferias como espaços legítimos de produção de conhecimento. O que só é possível com a parceria de Gilmara Cunha, Tamires, Yuri, Wanessa Borges, Ágatha Christie, Ruany Jenner, Lör, Fabi e Flor Kesia de Perfume Tropical, quem fazem um movimento cotidiano de se reconstituir na relação entre violência e emancipação dos processos experienciados. Além de poder contar, neste caminhar, com a parceria de Manu, Polinho, Ana Costa, Kátia Cilene, Pedro, Leandro, Dani, Larissa Soares e Lorena, que também pensam a pesquisa enquanto forma engajada e transformadora, inspirada na pedagogia freiriana, em que o conhecimento é construído a partir da escuta, do diálogo e da implicação ética com os sujeitos que vivenciam cotidianamente as violações de direitos. Alguns/algumas sujeitos(as) também compartilham situações de precariedade, exclusão, violência policial e familiar, e a urgência por políticas públicas em diversos eixos da vida, portanto, não sendo nominadas a fim de preservar a sua identidade para além desse trajeto. Esse caminhar cartográfico concentra-se nas experiências do(a) sujeito(a) da injustiça social que experimenta as múltiplas formas de violência e, simultaneamente se (re)constroem criando estratégias de resistências cotidianas.
Por trás do nome: o direito a retificação do registro civil de pessoas trans e travestis nos territórios de Favela da cidade do Rio de Janeiro
Adalberto Davi Cruz Moitinho Dourado
2024
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A dissertação investiga, por meio de uma pesquisa empírica de inspiração cartográfica, os efeitos do direito à retificação do registro civil de pessoas trans e travestis, reconhecido pelo STF em 2018, nos territórios de favela do Rio de Janeiro. O estudo se constrói a partir de uma dinâmica interativa entre o pesquisador e seis sujeitos, valorizando o protagonismo epistêmico e a dimensão do sensível. Ancorada em perspectivas críticas de gênero, raça, classe e sexualidade, a pesquisa dialoga com Butler, Carneiro, Freire e Mills. Destaca-se o potencial político e emancipatório da atuação do Grupo Conexão G no Complexo da Maré.
A Escola de Formação Crítica Majorie Marchi e a TRANSformação de uma gramática de acesso a direitos
Letícia da Silveira Lobo
2024
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Essa dissertação versa sobre a atuação no estado do Rio de Janeiro da Escola de Formação Crítica Majorie Machi (EFCMM), projeto criado pelo Grupo Conexão G de Cidadania LGBT de Favelas e a construção de uma nova gramática de acesso a direitos a partir dessa Escola. A EFCMM foi pensada para capacitar mulheres trans e travestis periféricas, sobretudo negras, acerca de pautas como o enfrentamento ao racismo e a promoção da cidadania LGBTTQIAP+. O objetivo deste trabalho foi refletir sobre como a metodologia desenvolvida pela Escola rompe com o epistemicídio jurídico e cria uma nova gramática de acesso a direitos, enquanto disputa narrativas hegemônicas. Com base na ética pajubariana e na inspiração cartográfica, foi utilizado o método de Investigação Ação Participante, com a realização de entrevistas, e a análise de narrativa para interpretação dos dados levantados. Essa pesquisa desafiou a formalidade acadêmica e jurídica ao propor uma escrita que misturasse bases teóricas junto a relatos pessoais do diário de campo, utilizando canais pouco convencionais de enunciação da fala, como a música e a fotografia. Por meio da experiência com duas turmas da Escola de Formação Crítica Majorie Machi, no Complexo do Alemão e em Duque de Caxias, e do conhecimento e aproximação com as sujeitas de pesquisa, as onze alunas da turma de Duque de Caxias e as educadoras populares, essa pesquisa foi traçada. A lente teórica eleita foi a perspectiva decolonial, tendo privilegiado autoras trans e travestis brasileiras, ao lado das sujeitas de pesquisa situadas como protagonistas epistêmicas. Já no campo jurídico, o direito se situa como ferramenta do Contrato Racial, ressaltando a exclusão das sujeitas de pesquisa do seu âmbito de proteção. Ao final, foi demonstrado o potencial transformador e emancipatório que representa a atuação política da EFCMM por meio das experiências concretas das sujeitas que atravessam esse trabalho.
Entre a existência ilegal e a potência criadora: a subjetivação política nas experiências do Projeto Cultural Menino Benjamin Filho
Kennya Regyna Mesquita Passos
2026
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Este trabalho é resultado de um profundo processo de aprendizado e construção coletiva de saberes junto ao Projeto Cultural Menino Benjamin Filho e sua liderança, Queli Ambrósio Muniz. O caminho foi construído ao longo de diversos encontros e vivências, com o objetivo de compreender em que medida as práticas de resistência desse Movimento Social engendram um processo de subjetivação política que produz rupturas nos paradigmas de dominação da colonial-modernidade-capitalista, criando novos sentidos de cidadania. Essa perspectiva está fundada no pensamento de Bethania Assy, no qual o sujeito concreto da injustiça social, para além da captura pela biopolítica, ao se engajar coletivamente para resistir às estruturas de opressão, protagoniza novas epistemologias em dimensões éticas, políticas e jurídicas. Desse modo, as experiências e saberes de Queli são trazidos não como dados ou objetos de pesquisa, mas como um conhecimento produzido através do entrelaçamento de aspectos teóricos e práticos, sem uma hierarquia entre essas produções e os saberes reconhecidos tradicionalmente pela academia. A pesquisa, de natureza qualitativa, manejou o arcabouço teórico-metodológico da Investigação-Ação-Participante (IAP), articulando-se ao pensamento crítico decolonial e afrodiaspórico. Através dessas escolhas metodológicas, a pesquisa analisa o funcionamento de estruturas jurídico-burocráticas estatais que gerenciam um paradoxo no qual a submissão à “legalidade” consiste em subjugação e negação de direitos. Como forma de resistência, Queli e seu Projeto Cultural transitam por esses limites, revelando um espaço jurídico-político: o locus da existência ilegal. Nesse espaço engendram um processo de decolonização da subjetividade a partir da práxis de cuidado, autoamor e pertencimento, resultando em uma autoestima insubordinada que fomenta cenas de dissenso em um potente movimento de contestação política na cidade, construindo um sentido de cidadania a partir dos sujeitos subalternizados.
Resumos
NOTAS CARTOGRÁFICAS SOBRE AS CONTRIBUIÇÕES POLÍTICAS E EPISTEMOLÓGICAS DA ESCOLA DE FORMAÇÃO CRÍTICA MAJORIE MARCHI PARA O DIREITO
Leticia da Silveira Lobo e Adalberto Davi Cruz Moitinho Dourado
2025
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O trabalho aprofunda-se este em um dos projetos desenvolvidos pelo Grupo Conexão G, denominado Escola de Formação Crítica Majorie Marchi (EFCMM), fruto de mulheres trans e travestis, em sua maioria negras e faveladas, pensado para elas, com o objetivo de capacitá-las no enfrentamento ao racismo e em seus direitos à cidadania, sendo um exemplo de pedagogia contra-hegemônica em direitos.