Nívea Raposo faz parte desse movimento que nasce em julho de 2022, no contexto pós-pandemia, com o propósito de reorganizar, fortalecer e acolher mães e familiares cujas vidas foram atravessadas pela perda de seus filhos e entes queridos em decorrência da violência estatal. Entre os princípios que estruturam o coletivo, destaca-se a preservação da memória como eixo fundamental de sua atuação, articulada à reparação, à não repetição e, sobretudo, à justiça afetiva. Nesse contexto, a construção de contranarrativas torna-se uma ferramenta essencial de resistência, em diálogo com a trajetória histórica de movimentos sociais que, há décadas, enfrentam as estruturas de um país profundamente racista e desigual. A partir dessa perspectiva, o movimento busca transformar esses espaços em territórios inclusivos de reflexão crítica sobre violações de direitos humanos, afirmando a memória, o afeto e o cuidado como instrumentos centrais de luta por justiça restaurativa.