Parcerias acadêmicas

O projeto teve início a partir da cooperação da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) com a Humboldt Universität zu Berlin (Universidade Humboldt em Berlim). No âmbito dessa parceria, pesquisadores de ambas as universidades reuniram-se para refletir sobre as dinâmicas espaciais, sociais e epistemológicas da cidadania, tomando como referência as cidades do Rio de Janeiro e de Berlim. Com abordagens críticas transdisciplinares que articulam dimensões do Direito, Teoria Política, Filosofia e História, o projeto se dedica a analisar e fortalecer vínculos sociais, políticos e institucionais e, ao mesmo tempo, participar ativamente da atuação em conjunto dos coletivos parceiros. Este projeto foi inicialmente financiado pelo fundo PROBRAL – CAPES/DAAD e pela Faperj.

Fulano de tal - Berlin

Area de Pesquisa

Lattes

Outro fulano - Roma

Area

Lattes

Parcerias com movimentos sociais

A parceria com os movimentos sociais promove reflexão sobre novos agenciamentos políticos e processos de subjetivação experienciados por sujeitas(os) historicamente invisibilizadas(os). Pretende-se valorizar estratégias coletivas por meio das quais ações de resistências políticas são mobilizadas, reconhecendo a importância de contribuir para uma melhor divulgação das histórias, experiências, práticas e saberes construídos coletivamente e que mobilizam cotidianamente elementos envolvendo a efetivação e a performance de direitos. Os movimentos parceiros atuam em frentes diversas – como o direito à vida, igualdade, segurança, segurança alimentar, justiça, moradia, memória, reparação, cultura, educação popular, dentre outros –, articulando-se de forma local, estadual, nacional e internacional, tanto para a garantia de direitos humanos quanto para a resistência às dinâmicas de violência de Estado e de violências paraestatais. Com perspectiva de transformação socioinstitucional, os movimentos se mobilizam frente às diversas nuances da violência às quais são expostos.

Ana Paula Oliveira

Ana Paula Oliveira é Mulher Negra, cria da favela de Manguinhos, Mãe de Johnatha de Oliveira Lima (vítima letal da violência policial no RJ), formada em Pedagogia, Defensora de Direitos Humanos, cofundadora e coordenadora do movimento Mães de Manguinhos, assim como Integrante do Fórum Social de Manguinhos. O seu grito inspira muitas Mulheres Negras a se levantarem contra o genocídio do povo negro nas favelas e periferias do Brasil.

Antônio Carlos

Nascido e criado no Morro do Timbau, Antônio Carlos é um dos fundadores do Centro de Estudos e Ações Solidárias da Maré - CEASM (1997) e do Museu da Maré (2006). Atuou como coordenador da TV Maré (1989) e foi presidente da Associação de Moradores do Morro do Timbau (1995). Graduou-se em Direito pela UFRJ (1987) e obteve o título de Mestre em Memória Social pela UNI-RIO (2008). É organizador das publicações “Águas Cariocas” e “Os Doze Tempos da Maré” e desde 1990 tem trabalhado com pesquisa histórica sobre as comunidades da Maré.

Bruna da Silva

Bruna da Silva é uma mulher preta, de favela, tem 44 anos, é ativista social e mãe de Marcus Vinícius, seu filho mais velho, um jovem de 14 anos assassinado pelas forças policiais do Estado com tiros de fuzil em 2018 em uma operação de vingança, enquanto estava uniformizado a caminho da escola, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Já foi empregada doméstica e hoje se dedica à militância junto a mães e outras vítimas que tiveram suas vidas profundamente devastadas pela violência de Estado, corporificada nas forças policiais.

Claudia Rose

Nasceu na Baixa do Sapateiro, uma das comunidades que faz parte da favela da Maré, no Rio de Janeiro, Brasil. É graduada em História pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e mestre em Bens Culturais e Projetos Sociais pelo Programa de Pós-graduação em História, Política e Bens Culturais do CPDOC/FGV-RJ. É professora de História da Rede Pública do município do Rio de Janeiro; co-fundadora do Centro de Estudos e Ações Solidárias da Maré (CEASM) e do Museu da Maré. Entre 2009 e 2011, foi chefe do Núcleo de Museologia Social do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram). Atualmente, é coordenadora do Museu da Maré; integrante do grupo de articulação da Rede de Museologia Social do Rio de Janeiro (REMUS-RJ) e do Conselho Consultivo da Casa de Oswaldo Cruz (COC/FIOCRUZ).

Gilmara Cunha

Gilmara Cunha é uma mulher trans, defensora dos direitos humanos, preta, de favela, do território da Maré na Nova Holanda, fundadora e coordenadora do Grupo Conexão G de Cidadania LGBT de Favelas, que desde 2006 atua de forma integrada e abrangente com o objetivo de minimizar os preconceitos, violências e violações de direitos que ocorrem cotidianamente em favelas e periferias do Rio de Janeiro, em busca da promoção à saúde, cultura, educação, desenvolvimento territorial e segurança pública, buscando implementação de políticas públicas a fim de garantir dignidade e cidadania para pessoas LGBTQIA+ nas favelas e periferias do estado do Rio de Janeiro. Desde 2006 Gilmara continua um trabalho inspirador na produção de incidência política a nível nacional e internacionalmente, lutando incansavelmente pela construção e promoção de estratégias de proteção à vida e ao respeito de corpos LGBTQIA + nos territórios de favela e periferia em todo o Brasil.

Luiz Antônio de Oliveira

Possui graduação em História pela PUC-Rio e mestrado em Sociologia Política pelo PPGSP/UENF. É co-fundador do Centro de Estudos e Ações Solidárias da Maré e do Museu da Maré, onde atua como diretor. É co-fundador do Fórum dos Pontos de Cultura do Estado do Rio de Janeiro. Experiência em Memória Social, com ênfase em estudos sobre História Oral, Inventário Participativo e Museologia Social. Organizou oficinas sobre Memória Social no Encontro de Museus Comunitários da Colômbia, em Cartagena; no Encontro de Museus Comunitários na Cidade de Cuernavaca, no México, e em diversas cidades no Brasil e no exterior. Realizou intercâmbio, pelo Museu da Maré, com o District Six Museum, na Cidade do Cabo e com Imagine IC em Amsterdam e Rotterdam. Conselheiro do MINOM – Movimento Internacional para uma Nova Museologia na gestão 2012-2016.

Nívia Raposo do Carmo

É mãe e voz de Rodrigo Tavares Raposo, vitimado pelo Estado, é ativista de direitos humanos e feminista. Atua como pesquisadora (e não objeto) em projetos sobre saúde mental e reparação de familiares vítimas de violência do Estado. Possui relação com diversos movimentos sociais que trabalham a questão das pessoas pretas e memórias afropindorâmicas. Compõe o Fórum Municipal de Mulheres Negras de Nova Iguaçu e o Movimento de Mãe e Familiares Vítimas da Violência de Estado e Desaparecimentos Forçados.

Quéli Ambrósio Muniz

Quéli, também conhecida como conhecida como "Tia Kellynha", é uma mulher preta, ativista social, liderança e coordenadora do movimento Projeto Cultural Ocupação Benjamin Filho, que teve início com a ocupação desse espaço localizado no centro do Rio de Janeiro durante a pandemia, em setembro de 2020. Desde criança foi moradora de rua e ao longo de sua vida participou de diversas ocupações. Hoje acolhe mulheres e crianças, como também atua enquanto projeto cultural e educacional que recebe crianças em situação de vulnerabilidade de outras ocupações do Rio de Janeiro, além de acolher pessoas em situação de rua.