Parcerias com movimentos sociais
A parceria com os movimentos sociais gira em torno da reflexão sobre novos agenciamentos políticos e processos de subjetivação experienciados por sujeitas(os) historicamente invisibilizadas(os), pretendendo valorizar estratégias coletivas por meio das quais as ações de resistências políticas são mobilizadas, observando a importância e a necessidade de maior publicização das histórias, experiências, práticas e saberes construídos coletivamente e que mobilizam cotidianamente elementos acerca da efetivação e performance de direitos. Os movimentos sociais parceiros deste projeto atuam nos mais diversos campos, como o direito à vida, igualdade, segurança, justiça, moradia, memória, reparação, cultura, dentre outros, agindo de forma local, estadual, nacional e internacional para a garantia de direitos humanos e para a resistência às dinâmicas de violência de Estado e violências paraestatais. Nesse sentido, os movimentos se mobilizam com a perspectiva da transformação socio-institucional frente às diversas nuances de violências.
Ana Paula Oliveira
Ana Paula Oliveira é Mulher Negra, cria da favela de Manguinhos, Mãe de Johnatha de Oliveira Lima (vítima letal da violência policial no RJ), formada em Pedagogia, Defensora de Direitos Humanos, cofundadora e coordenadora do movimento Mães de Manguinhos, Integrante do Fórum Social de Manguinhos. O seu grito inspira muitas Mulheres Negras a se levantarem contra o genocídio do povo negro nas favelas e periferias do Brasil.
Antônio Carlos
Nascido e criado no Morro do Timbau, Antônio Carlos é um dos fundadores do Centro de Estudos e Ações Solidárias da Maré - CEASM (1997) e do Museu da Maré (2006). Atuou como coordenador da TV Maré (1989) e foi presidente da Associação de Moradores do Morro do Timbau (1995). Graduou-se em Direito pela UFRJ (1987) e obteve o título de Mestre em Memória Social pela UNI-RIO (2008). É organizador das publicações “Águas Cariocas” e “Os Doze Tempos da Maré” e desde 1990 tem trabalhado com pesquisa histórica sobre as comunidades da Maré.
Bruna da Silva
Bruna da Silva é uma mulher preta, de favela, tem 42 anos, é ativista social e mãe de Marcus Vinícius, seu filho mais velho, um jovem de 14 anos assassinado pelas forças policiais do Estado com tiros de fuzil em 2018 em uma operação de vingança, enquanto estava uniformizado a caminho da escola, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Já foi empregada doméstica e hoje se dedica à militância junto a mães e outras vítimas que tiveram suas vidas profundamente devastadas pela violência de Estado, corporificada nas forças policiais.
Claudia Rose
Nasceu na Baixa do Sapateiro, uma das comunidades que faz parte da favela da Maré, no Rio de Janeiro, Brasil. É graduada em História pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ); mestre em Bens Culturais e Projetos Sociais pelo Programa de Pós-graduação em História, Política e Bens Culturais do CPDOC/FGV-RJ; professora de História da Rede Pública do município do Rio de Janeiro; co-fundadora do Centro de Estudos e Ações Solidárias da Maré (CEASM) e do Museu da Maré. Entre 2009 e 2011, foi chefe do Núcleo de Museologia Social do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram). Atualmente, é coordenadora do Museu da Maré; integrante do grupo de articulação da Rede de Museologia Social do Rio de Janeiro (REMUS-RJ) e do Conselho Consultivo da Casa de Oswaldo Cruz (COC/FIOCRUZ)
Gilmara Cunha
Gilmara Cunha é uma mulher travesti, preta, periférica, moradora da Favela da Maré e fundadora e coordenadora do Grupo Conexão G de Cidadania LGBT de Favelas, há 17 anos atuando de forma integrada e abrangente com foco nos direitos humanos, na promoção da saúde, cultura, educação, desenvolvimento territorial e segurança pública, com o objetivo de minimizar preconceitos vividos pelas pessoas LGBTQIA+ nas favelas do município do Rio de Janeiro.
Luiz Antônio de Oliveira
Graduado em Historia pela PUC-Rio e mestrando em Sociologia Política pelo PPGSP/UENF. Co-fundador do Centro de Estudos e Ações Solidárias da Maré e do Museu da Maré, onde atua como diretor. Co-fundador do Fórum dos Pontos de Cultura do Estado do Rio de Janeiro. Experiência em Memória Social, com ênfase em estudos sobre História Oral, Inventário Participativo e Museologia Social. Organizou oficinas sobre Memória Social no Encontro de Museus Comunitários da Colômbia, em Cartagena; no Encontro de Museus Comunitários na Cidade de Cuernavaca, no México e em diversas cidades no Brasil e no exterior. Realizou intercâmbio, pelo Museu da Maré, com o District Six Museum, na Cidade do Cabo e com Imagine IC em Amsterdam e Rotterdam. Conselheiro do MINOM – Movimento Internacional para uma Nova Museologia na gestão 2012-2016
Nívia Raposo do Carmo
Nívia do Carmo Raposo é mãe e voz de Rodrigo Tavares Raposo, vitimado pelo Estado; ativista dos direitos humanos e feminista; atua como mãe pesquisadora (e não objeto) no CAAF - Unifesp, sobre saúde mental de familiares de vítima de violência do Estado; tem relação com diversos movimentos sociais que trabalham a questão das pessoas pretas e memórias afropindorâmicas.
Quéli Ambrósio Muniz
Quéli, também conhecida como "Tia Kellynha", é uma mulher preta, ativista social, liderança e coordenadora do movimento Projeto Cultural Ocupação Benjamin Filho, que teve início com a ocupação desse espaço localizado no centro do Rio de Janeiro durante a pandemia, em setembro de 2020. Desde criança foi moradora de rua e durante sua vida participou de diversas ocupações. Hoje acolhe mulheres e crianças, como também atua como um projeto cultural e educacional que recebe crianças em situação de vulnerabilidade de outras ocupações do centro do Rio, além de acolher pessoas em situação de rua.